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Do passado para o presente, momentos eternos

  • HELENA MARIA MELLO
  • 2 de abr. de 2017
  • 3 min de leitura

Quando soube que o Marcos Ungaretti ia lançar o Mini-teatro móvel II, logo quis fazer parte. Eu, que nunca tinha ido no Miniteatro móvel I, sabia o que estava perdendo e estava decidida a mudar isso. Como estou, há dois anos, fazendo comidas, com um toque francês, (a agora batizada de Petite Bricole - www.petitebricole.site), pensei que poderia fazer alguma coisa para ser servida na ocasião. Começamos a combinar e tive o prazer de reencontrar a mãe do Marcos. Cândida, além de uma energia incrível é de uma doçura... e sabia que ia ser um negócio grande porque muita gente reconhece o talento desse artista que eu conheci lá no início, há quase 40 anos, na Colônia de Férias da UFRGS. Eu era uma menina “esquisita”. Deixava de ir à praia para vê-lo tocar e, enquanto todo mundo praticava esportes, eu lia ou jogava xadrez. Sempre amei som de piano. De todos os instrumentos que conheço é o que mais me emociona. E, naquela época, o Marcos já tocava com uma paixão que me encantava. Pedi para Vera Mello fazer uma ilustração para os meus kits e, assim, 300 salgados depois e um grande bolo, lá fui eu conferir o evento. Não demorou muito para o bar lotar. Lugar pequeno, mas que foi acolhendo todo mundo que chegava. As pessoas que atendem de uma gentileza e uma eficiência que eu não via há muito tempo. E eu que achava que eles pudessem se incomodar por eu chegar com comidas para servir, fiquei surpreendida pelo tratamento. Mas, não devia. Afinal, a escolha do lugar havia sido desse artista, cuja sensibilidade, não permitiria realizar um evento desses em qualquer espaço. Não conhecia quase ninguém. Porém, isso pouco importa, pois, era impossível não sentir o clima de alegria e leveza que só os artistas conseguem produzir. E, assim, foram horas de pessoas se oferecendo para dar “uma canja” e, mesmo que fossem estilos diferentes e instrumentos inusitados como uma arpa, o repertório era de música boa. Bem, mas não posso deixar de dar destaque a presença de Ivone Pacheco, uma das mestras do Ungaretti que ele tanto admira. É um espetáculo vê-la tocar. E, também, devo dizer que fiquei emocionada por saber a história, de um dos músicos que cantou e tocou, que chegou, em uma ocasião, no estudo que o Marcos tinha, acompanhado dos pais que disseram que ele era autista, mas que amava a música e assim surgiu uma relação que o faz chamar o Marcos mais do que amigo, mas de irmão. Foi uma linda apresentação. E, a calçada da pequena Travessa do Carmo virou uma extensão da festa, com o Miniteatro móvel estacionado na frente do Bar Carmelita. E, todo mundo ajudando, todo mundo se revezando nas tarefas que um evento exige, com a maior disposição. E, eu que achava que precisava estar tudo decidido, que tive medo de como funcionaria quando vi a lista de gente que se apresentaria, tive que reconhecer que este esquema de improviso, quando tem gente boa envolvida, funciona mesmo. Assim, Porto Alegre teve uma noite que, como foi dito ontem, foi histórica. Um encontro de tantos artistas em que só havia espaço para música, risadas, afetos. Foi um privilégio e uma delícia fazer parte desse momento que, como a imagem do Marcos ao piano lá em Tramandaí, vai ficar guardado em minha memória para sempre.

 
 
 

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